www.peruzzo.med.br
Balaco Baco
Alto da Côrte
Fundo do Poço
Fora da Área
Vez do Torcedor
Campeonatos
Dra. Idê
Ilustre Convidado
Colunas
Dentro do Baú
Conte pra Gente
Quem Somos
Fim da Internet
 


 Ariovaldo Izac
  Jornalista

Publicidade
O seu fiel pesquisador de preços
Pesquisar preços de




 
Reminiscências
 

Adeus a Waldemar Carabina

Há três anos a coluna cumpriu a sua missão de homenagear, em vida, o zagueiro Waldemar Carabina. No começo da noite do dia 22 de agosto, aos 78 anos de idade, quis o destino que ele reforçasse a seleção do céu. Morreu em decorrência do Mal de Alzheimer, e nada mais justo que a recapitulação de seu histórico.

Saudosistas dizem incansavelmente que o quarto-zagueiro Aldemar, do Palmeiras, foi o melhor marcador de Pelé. Estilo clássico, costumava tomar a bola do adversário sem fazer faltas. Morreu atropelado em Recife, em 1977.

Waldemar Carabina valia-se da força física para se prevalecer. Chegava junto nas divididas, e raramente levava desvantagem. Impunha-se também no jogo aéreo. No Palmeiras, passou da zaga central à quarta zaga com a chegada de Djalma Dias, em 1963. E gabou-se de ter anulado Pelé em algumas partidas: "Poucos o marcaram tão bem quanto eu".

Carabina entrou para a história do Palmeiras como o quinto jogador que mais vestiu a camisa do clube: 581 jogos, superado apenas por Ademir da Guia (901), Leão (617), Dudu (609) e Valdemar Fiúme (601). Assim, escreveu uma história de 12 anos no Verdão, marcada por 333 vitórias, 116 empates, 135 derrotas e nove gols. Fez parte do memorável time de 1959 que sagrou-se campeão paulista na final contra o Santos. Eis os campeões: Valdir Joaquim de Moraes; Djalma Santos, Waldemar Carabina, Aldemar e Geraldo Scotto; Zequinha e Chinesinho; Julinho, Nardo, Américo Murolo e Romeiro.

Foram três jogos extras para decisão do título, com empates nos dois primeiros - 1 a 1 e 2 a 2 - e vitória palmeirense, de virada, por 2 a 1, na derradeira partida, no Estádio do Pacaembu, com 45 mil pagantes. O grande Santos tinha Laércio; Getúlio, Formiga, Dalmo e Feijó; Zito e Urubatão; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Detalhe: naquela época a bola era marrom.

Outra saborosa experiência para o vigoroso Carabina foi em 1963, quando um time parcialmente modificado conquistou novamente o título paulista, formado por Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Waldemar Carabina e Vicente Arenari; Zequinha e Ademir da Guia; Gildo, Servilio, Vavá e Rinaldo. Depois vieram o lateral-esquerdo Ferrari, quarto zagueiro Minuca, volante Dudu e atacantes Tupãzinho e Ademar Pantera, com a formação de um grupo que eternizou a academia palmeirense.

Carabina encerrou a carreira no Comercial de Ribeirão Preto. Foi lá, também, o início na função de treinador, marcada por significativo período em clubes de Norte e Nordeste até 2004. O Palmeiras lhe deu a chance de comandar a equipe em 1988 na Copa União e Campeonato Paulista, com trabalho aceitável. No São José, em 1989, fazia campanha razoável até que os intolerantes cartolas decidiram demiti-lo após quatro empates consecutivos. Na seqüência, o time joseense chegou à final do Paulistão e perdeu o título na disputa com o São Paulo, já com Ademir Mello no comando técnico.

Nas andanças por Recife, o site esportivo Pernambola revela um fato curioso no vaivém de Carabina pelo Santa Cruz. Após uma partida, no vestiário, o repórter Dalvison Nogueira esbarrou sem querer no treinador que, irado, explodiu: - Você tá cego, rapaz!

Quando o repórter explicou que não enxergava de um olho, justificou que era um olho de vidro adaptado, Carabina, envergonhado, não se cansou de pedir desculpas.

Ariovaldo Izac
ariovaldo-izac@ig.com.br  

(Ariovaldo Izac escreve esta coluna às Segundas)      

Envie pra um amigo...

Leia mais...

Índice

Próximo Artigo:  30/08/10 - Ferroadas em palmeirenses
Este Artigo:  23/08/10 - Adeus a Waldemar Carabina
Artigo Anterior:  16/08/10 - Picolé, um e-mail diferente

 
 
Copyright © 2001-2011 Camisa 12 - Todos os direitos reservados