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Fazendo a diferença
Pela paixão, pelo poder, fama, dinheiro, por vários
fatores e circunstâncias, muitos trilham o caminho do
futebol como treinadores. Porém há que se destacar
e valorizar os poucos treinadores que no passado e presente,
com sucesso ou ainda anônimos, fizeram ou fazem desta
profissão um idealismo, acrescentando algo a mais,
ou aperfeiçoando, contribuindo assim para o seu desenvolvimento
e aprimoração.
Assim decidi ser treinador de futebol e nessa premissa, em
1991, passei a colocar em prática uma nova postura
tática nos escanteios defensivos, ou seja, passei a
fazer o descongestionamento da grande área nos escanteios
defensivos.
Dessa forma, tirava a marcação com o famoso
agarra-agarra, tão frequente e eliminava o excesso
de jogadores dentro da grande área, que as vezes comportava
até 22 jogadores, como no jogo Guarani e Palmeiras,
em que o goleiro Iran do Guarani fez o gol de empate aos 44
minutos do segundo tempo, fato este repetido pelo goleiro
do Noroeste de Bauru.
Frequentemente vemos no final de uma partida, o goleiro ir
para a área adversária. Com a tática
a seguir, desenvolvida por mim, este comportamento não
vai mais existir. Por que? É fácil responder.
Acompanhem o raciocínio.
1- Reverter a situação
Esta mudança propicia maior possibilidade de fazer
o gol em contra-ataque do que tomar o gol de quem bate o escanteio.
2- Redução de jogadores na área
O número de adversários dentro da grande área
será no máximo 5, passando disto aumenta cada
vez mais a chance de gol do contra-ataque.
3- A sobra da defesa
A sobra da defesa com 3 jogadores possibilita uma cobertura
perfeita no jogador que recebe a bola, distribuindo-os de
acôrdo com a visão tática do treinador.
4- Maior espaço
Ocorre maior espaço para que o goleiro reponha a bola
com rapidez para o contra ataque, sendo esta tática
uma opção a mais. Os jogadores de defesa, meio
campo e ataque passam a ter inumeras possibilidades de jogadas,
dando ao treinador de visão, variedade de treino individualizado
e por setores, o que sem dúvida trará crescimento
do jogador e do grupo.
O atacante será motivo de preocupação
no ataque usando seu potencial e não se transformando
em zagueiro, marcando, às vezes até fazendo
gol contra como já vimos em clássicos. Este
trabalho foi desenvolvido com trabalhos realizados nas categorias,
infantil, juvenil, juniores, aspirantes, equipes profissionais
nas divisões B1B, B1A, 2ª Divisão e 1ª
Divisão; a nível internacional, a Seleção
Chinesa de Juniores.
Meus amigos, deixo aqui um abraço.
Estou à disposição de todos.
Luiz Raimond
Técnico de Futebol
02/12/01
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