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  Luiz Raimond
   Técnico de futebol

 

Ilustre Convidado

Fazendo a diferença

Pela paixão, pelo poder, fama, dinheiro, por vários fatores e circunstâncias, muitos trilham o caminho do futebol como treinadores. Porém há que se destacar e valorizar os poucos treinadores que no passado e presente, com sucesso ou ainda anônimos, fizeram ou fazem desta profissão um idealismo, acrescentando algo a mais, ou aperfeiçoando, contribuindo assim para o seu desenvolvimento e aprimoração.

Assim decidi ser treinador de futebol e nessa premissa, em 1991, passei a colocar em prática uma nova postura tática nos escanteios defensivos, ou seja, passei a fazer o descongestionamento da grande área nos escanteios defensivos.

Dessa forma, tirava a marcação com o famoso agarra-agarra, tão frequente e eliminava o excesso de jogadores dentro da grande área, que as vezes comportava até 22 jogadores, como no jogo Guarani e Palmeiras, em que o goleiro Iran do Guarani fez o gol de empate aos 44 minutos do segundo tempo, fato este repetido pelo goleiro do Noroeste de Bauru.

Frequentemente vemos no final de uma partida, o goleiro ir para a área adversária. Com a tática a seguir, desenvolvida por mim, este comportamento não vai mais existir. Por que? É fácil responder. Acompanhem o raciocínio.

1- Reverter a situação
Esta mudança propicia maior possibilidade de fazer o gol em contra-ataque do que tomar o gol de quem bate o escanteio.

2- Redução de jogadores na área
O número de adversários dentro da grande área será no máximo 5, passando disto aumenta cada vez mais a chance de gol do contra-ataque.

3- A sobra da defesa
A sobra da defesa com 3 jogadores possibilita uma cobertura perfeita no jogador que recebe a bola, distribuindo-os de acôrdo com a visão tática do treinador.

4- Maior espaço
Ocorre maior espaço para que o goleiro reponha a bola com rapidez para o contra ataque, sendo esta tática uma opção a mais. Os jogadores de defesa, meio campo e ataque passam a ter inumeras possibilidades de jogadas, dando ao treinador de visão, variedade de treino individualizado e por setores, o que sem dúvida trará crescimento do jogador e do grupo.

O atacante será motivo de preocupação no ataque usando seu potencial e não se transformando em zagueiro, marcando, às vezes até fazendo gol contra como já vimos em clássicos. Este trabalho foi desenvolvido com trabalhos realizados nas categorias, infantil, juvenil, juniores, aspirantes, equipes profissionais nas divisões B1B, B1A, 2ª Divisão e 1ª Divisão; a nível internacional, a Seleção Chinesa de Juniores.

Meus amigos, deixo aqui um abraço.
Estou à disposição de todos.

Luiz Raimond
Técnico de Futebol
02/12/01


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